Ensino Médio em Ação - EM-Ação

Palavras-chave:

"O EM-Ação não atua de forma isolada. Envolvemos a participação de outros programas e projetos, tanto na formação dos professores como no desenvolvimento dos trabalhos. Acreditamos que unir forças, ainda, é o melhor caminho para conseguir sucesso nas nossas ações".

O programa Ensino Médio em Ação – EM-Ação é um dos projetos estruturantes da Secretaria Estadual da Educação e tem como objetivo dar suporte aos estudantes do ensino médio. O projeto é desenvolvido através do Instituto Anísio Teixeira – IAT e coordenado pela pedagoga Ana Lúcia Paixão. A equipe de jornalismo da Unidade de Comunicação do IAT conversou com a coordenadora para conhecer um pouco mais sobre o programa. Confira abaixo.

. Qual a proposta do EM-Ação?

O Programa Ensino Médio em Ação - EM-Ação, tem como proposta principal fortalecer o ensino e a aprendizagem dos conteúdos curriculares da Base Nacional Comum do Ensino Médio. Para isso, conta com uma equipe de Articuladores Regionais, Articuladores de Área e professores, das diversas localidades, além de toda a equipe administrativa e pedagógica que atua no Instituto Anísio Teixeira. Seu foco é o estudante, cujo direito de aprender deve ser garantido; o professor como o mediador de todo o processo e, a unidade escolar como espaço de formação de cidadãos.

. Como é exatamente que funciona o Programa?

O programa funciona através de três vertentes: formação de professores, suporte pedagógico aos estudantes e produção de material didático.

A primeira vertente diz respeito à formação de professores. Para isso, em 2012, professores de Língua Portuguesa e Matemática de várias localidades foram selecionados para atuarem como Articuladores Regionais (AR), e estão sendo formados no IAT, por professores especialistas das universidades. Estes Articuladores formarão, nas sedes de cada DIREC, os Articuladores de Área da Escola (AE) que, por sua vez, estarão formando e orientando os professores nas suas unidades escolares, nos horários de atividade complementar (AC). Essa formação, nos três segmentos, acontece em momentos presenciais e à distância, através da Plataforma Moodle. Para os AR, o curso tem 150 horas; para os AE, 140; e, para os professores, 120.
O curso, que tem como tema “A organização do trabalho docente na sala de aula do Ensino Médio”, propõe atividades de diagnóstico e planejamento e, através delas, são identificadas lacunas conceituais e dificuldades outras, apresentadas pelos estudantes, que serão trabalhadas com a Monitoria EM-Ação.

A segunda vertente do Programa, a Monitoria EM-Ação, caracteriza-se pelo suporte pedagógico dado aos estudantes no contraturno, na própria unidade escolar. Os monitores são alunos dos cursos de Licenciatura em Matemática e Letras ou áreas afins das universidades parceiras: Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Os monitores atenderão às turmas em quatro horas, e trabalharão em três linhas de ação: a revisão de lacunas conceituais, o reforço em conteúdos básicos e a revisão de questões do ENEM e de vestibulares.

A terceira vertente diz respeito ao material didático, chamado de Cadernos Temáticos, que será distribuído a todos os estudantes do Ensino Médio e utilizado como apoio ao livro didático. Estes cadernos foram elaborados por professores das universidades públicas, a partir de temas geradores, contemplando os princípios norteadores do programa: interdisciplinaridade, transversalidade e contextualização.
Além dessas três vertentes, o EM-Ação ainda disponibiliza o AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem para interação de professores e monitores, bem como o Alô EM-Ação que é uma central telefônica com o objetivo de esclarecer dúvidas e dar orientações a toda a equipe e aos estudantes.

. Quem pode participar e quais as disciplinas contempladas?

O EM-Ação se propõe a trabalhar com todas as áreas do conhecimento. Contudo, em 2012 as disciplinas contempladas são Língua Portuguesa e Matemática. Podem participar apenas as escolas que atendem a estudantes do Ensino Médio e a adesão é feita pelo gestor da unidade escolar, com aquiescência dos professores. Os requisitos ideais para a escola participar são:
• ter três ou mais professores de língua portuguesa ou de matemática;
• ser localizada no raio de ação dos campus das universidades parceiras: UESC, UESB, UEFS, UNEB e UFRB;
• ter sala de aula disponível para a monitoria;
• ter laboratório de informática com acesso à internet.
Mesmo a escola não possuindo todos os requisitos, ainda assim é possível sua participação, desde que tenha professores de Língua Portuguesa e Matemática.

. O que diferencia o EM-Ação de outros programas?

O diferencial do EM-Ação em relação a outros programas é a Monitoria. Através dela os estudantes serão atendidos no contraturno, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, realizando reforço escolar, trabalhando as lacunas conceituais e, articulando atividades interdisciplinares, com uso de materiais didáticos e tecnológicos. Os Coordenadores de Área (professores especialistas) das universidades parceiras selecionarão esses monitores e os orientarão a partir das indicações do rol de conteúdos básicos do Ensino Fundamental, dos conteúdos da matriz curricular do Ensino Médio, do livro didático adotado na unidade escolar e dos conteúdos digitais disponíveis no portal da educação. Já o gestor da unidade escolar mobilizará os estudantes, os cadastrará no programa, organizará as turmas que serão atendidas pela monitoria, assim como os horários de atendimento. Neste ano priorizaremos os estudantes do 3º ano, tendo em vista que eles estarão, dentro de alguns meses, realizando avaliações como ENEM e vestibular.


. Como se dá a participação dos professores?

Os professores estarão participando da formação ministrada pelos articuladores de área das escolas (AE) na própria unidade escolar, ou junto com eles. Eles aplicarão o diagnóstico, elaborarão e desenvolverão planejamentos de ensino que enfatizem a utilização do livro didático, com o objetivo de garantir os conteúdos curriculares do Ensino Médio. Conteúdos estes disponibilizados na jornada pedagógica e também nas referências do ENEM 2011.

. Quais são os resultados esperados com o Programa?

Estamos, ainda, na fase de implantação, mas esperamos que os resultados apresentem uma melhoria na qualidade do ensino e da aprendizagem no Ensino Médio, e consequentemente elevar os indicadores educacionais da Bahia (ENEM, AVALIE, PISA). Essa qualidade deve permear a formação do professor e a aprendizagem dos estudantes.
O EM-Ação espera que, através da formação continuada, o professor se aperfeiçoe cada vez mais para exercer seu papel enquanto educador e transformador da sociedade, a fim de que efetivamente influencie seu estudante e desenvolva nele habilidades e competências, dos mais variados saberes para que possa enfrentar os desafios que a vida proporciona. Que este estudante, ao final do seu percurso educativo, seja autônomo e construtor da sua aprendizagem, compreendendo a necessidade de sempre adquirir novos conhecimentos, seja através dos livros ou dos recursos tecnológicos.

. Tem alguma informação que gostaria de acrescentar?

Sim. Gostaria de mencionar que o Programa EM-Ação não atua de forma isolada. Envolvemos a participação de outros programas e projetos, tanto na formação dos professores, como no desenvolvimento dos nossos trabalhos. Acreditamos que unir forças, ainda, é o melhor caminho para conseguir sucesso nas nossas ações. E, assim, solicito aos gestores, coordenadores e professores das UE, juntamente com suas DIREC, que abracem o Programa no intuito de estarmos juntos no mesmo propósito de fortalecer a aprendizagem dos estudantes do Ensino Médio.

Por fim agradecer à equipe de Unidade de Comunicação do IAT por proporcionar a divulgação do programa EM-Ação através dessa entrevista; e, em especial, à nossa equipe por estar no empenho de fazer o programa atingir os rumos traçados por uma política educacional que valoriza a escola, como lócus de formação de professores e de oportunidades de aprendizagem, o estudante, cujo direito de aprender deve ser garantido, e o professor, como o mediador dessa aprendizagem.
 

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