Projeto Salas de Gênero discute a situação da mulher no contexto pandêmico

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Nesta quarta-feira (09), as Secretarias Estaduais de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM) e da Educação (SEC), por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT), realizaram uma aula online para discutir a situação das mulheres no período pandêmico.
 
A atividade faz parte do projeto Salas de Gênero que tem como objetivo a formação dos profissionais da educação e estudantes sobre temas relacionados a gênero e propõe reflexões que conduzam práticas pedagógicas que estimulem o respeito e a igualdade nos ambientes escolares como estratégia de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. “Vamos juntar as nossas forças para contribuir com o movimento, com o universo feminino e neste contexto temos que seguir aprendendo e nos unindo”, pontuou Cybele Amado, diretora geral do IAT.
 
“Com essas atividades temos a oportunidades de falar com mais pessoas sobre o tema que é super importante e a secretaria tem trabalhado bastante todos esses aspectos, no que se refere ao impacto da pandemia entre as mulheres. O momento tem potencializado a diferença de gênero e isso envolve a necessidade objetiva de se discutir essa questão”, contou a secretária de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira.
 
Reforçando a necessidade de falar sobre o tema nas escolas, a Superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Manuelita Brito, trouxe o debate de gênero e a reorganização curricular e afirmou sobre a importância desta reflexão dentro das escolas. “A pandemia afeta muito e a escola faz parte desse contexto principalmente no sentindo da prática e no cotidiano. Precisamos discutir esses assuntos e essas atividades vão criando novas formas de lidar com esse tema para trabalhar com os estudantes”, explicou.
 
Após a saudação das autoridades a Coordenadora de Enfrentamento à Violência contra Mulher da SPM, Lanai Santana, apresentou as ações providas pela SPM e dados sobre o cenário feminino durante a pandemia, e assim como Manuelita destacou a importância de abordar sobre esses assuntos nas salas de aulas. “Precisamos falar disso com os estudantes, existem muitas meninas e meninos que presenciam a violência cotidiana em suas casas e, ainda existe uma falta de conhecimento dos professores e colabores de como enfrentar e ajudar aquela criança que tem uma situação violência doméstica familiar”. Sobre os cenários de violência doméstica ela apresentou e lamentou o aumento dos dados neste período. “Infelizmente neste momento de pandemia nós temos vistos dados que são crescentes e o isolamento social faz com que as mulheres não saiam de casa por problemas financeiros ou pela preocupação com a família”, finalizou.

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